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Arquitetura e urbanismo estabelecem relacionamentos: das pessoas com a cidade e do indivíduo com o outro. Deixando marcas da passagem do tempo, edificações e cidades revelam comportamentos de uma sociedade em transformação. Mais ainda, observando atentamente as técnicas projetuais e construtivas, é possível acompanhar seu desenvolvimento científico e tecnológico. 

Sabendo disso, o CAU/RS – Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul tornou-se o primeiro do país a reunir seu vasto acervo, composto por fotos, plantas e documentos dos primeiros arquitetos e urbanistas do Estado, em um memorial.

“Preservar o histórico dos arquitetos e, portanto, a memória da arquitetura gaúcha, é imprescindível para a valorização do legado deixado pelos profissionais da área”, reconhece Joaquim Haas, presidente do CAU/RS.

A intenção do espaço é o de recuperar, conservar e divulgar testemunhos materiais e imateriais representativos da trajetória e da história do CAU/RS no estado, proporcionando o aperfeiçoamento das atividades institucionais. Desde 2015, ele mantém profissionais dedicados à catalogação de documentos organizados em um arquivo documental, uma biblioteca e um museu. 

Entre os materiais já organizados, destaque para a documentação de registro e de obras de nomes como Theo Wiederspahn, Armando Boni, Henrique Tobal, Ticiano Bettanin e João Prestes de Oliveira. “Nosso objetivo é disseminar a história da Arquitetura e Urbanismo a fim de obter, gradualmente, um maior reconhecimento da trajetória e importância da profissão”, comenta Maríndia Izabel Girardello, gerente técnica e responsável pelo Memorial do CAU/RS.

Dia do Arquiteto e Urbanista
Para marcar o Dia do Arquiteto e Urbanista, o CAU/RS apresenta, em 14 de dezembro, a exposição “Memória – Arquiteto, registro e obra”, exibindo peças do acervo com visual de colagem digital. Os documentos ainda serão exibidos na fachada do prédio do CAU/RS, em Porto Alegre, por meio de vídeo mapping.

O papel do arquiteto e urbanista
A participação de arquitetos e urbanistas em obras de restauração ou de quaisquer outras intervenções realizadas em patrimônios históricos e arquitetônicos são fundamentais para garantir a segurança dos usuários, da edificação e da sociedade, buscando-se a presença de um responsável técnico que emita a documentação de responsabilidade necessária. “Quando falamos, especificamente, de bens inventariados ou tombados, a identificação do responsável técnico que está atuando na edificação serve em grande parte como uma garantia de que as técnicas corretas de restauro estão sendo aplicadas”, comenta Andréa Borba Pinheiro, agente de fiscalização do CAU/RS. 

O arquiteto e urbanista adquire extenso conhecimento de teoria e história da arquitetura já na graduação. “Esse saber, aliado a disciplinas como as de técnicas retrospectivas e restauro, permite que o arquiteto e urbanista desenvolva projeto e execução de restauro de forma adequada, respeitando a memória do imóvel e requalificando suas instalações para o uso contínuo em detrimento do abandono”, completa Andréa.

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