A cada edição da feira francesa Maison&Objet há grande expectativa para conhecer o grupo de designers Rising Talents. São profissionais jovens, mas que já se destacam no mercado. Uma boa vitrine para descobrir novos trabalhos criativos e um termômetro do futuro do design.

Para a primeira edição de 2017, que acontece de 20 a 24 de janeiro, a Maison&Objet chamou Sir John Sorrell, fundador do London Design Festival para fazer a curadoria dos Rising Talents. A ideia era apontar apenas nomes do Reino Unido, país em que a indústria criativa é forte, representando um PIB de 76,9 bilhões de libras de ano.

Sir John e a Maison&Objet convidaram seis grandes profissionais para indicarem um jovem talento cada. Descubra:

Sir Paul Smith, estilista, indica John Booth. John é natural de Cumbria, na Inglaterra. Criou as estampas do desfile da Fendi Menswear primavera/verão 2017, além de vários outros desenhos para grandes estilistas. Numa exceção da Maison&Objet, é um designer têxtil, que nunca trabalhou com decoração.

Ilse Crawford, designer, professora e diretora criativa, indica Marcin Rusak. Marcin é polonês, mas hoje vive e trabalha em Londres. Sua atuação como designer traz uma forte bagagem de antropologia e arte. Ele trabalha muito com flores, com uma abordagem poética. Estudou artes na Design Academy Eindhoven, onde Crawford fundou o departamento Man and Well-Being (Homem e Bem-Estar).

Ross Lovergrove, designer conhecido como ‘capitão orgânico’, indica Giles Miller. A abordagem de Giles é mais voltada ao design de superfícies do que à funcionalidade, com soluções artísticas. Com Lovergrove, ele compartilha a estética orgânica.

Jay Osgerby, designer do estúdio Barber & Osgerby, indica Sebastian Cox. Sebastian é designer e marceneiro – seu amor pela madeira foi herdado do pai, cuja profissão era restaurar edifícios de madeira. Assim, ele usa técnicas tradicionais. Sebastian se aproximou de Osgerby numa fase em que o Barber & Osgerby estava trabalhando com cerâmica e madeira.

Nigel Coates arquiteto, designer de interiores e designer, indica o Studio Swine. Formado pela arquiteta japonesa Azusa Murakami e pelo artista britânico Alexander Groves, o Studio Swine transforma materiais descartados em peças únicas. Coates, inclusive, já escolheu trabalhos da jovem dupla para exposições com sua curadoria.

Tom Dixon, designer, indica Zuza Mengham. Zuza não se descreve como designer ou artista – seu trabalho está na intersecção destes campos, com objetos esculturais e instalações. Seu trabalho nasce a partir dos materiais: metal e resina já foram explorados por ela. Dixon também já explorou muito o metal.

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