A tecnologia vai impactar ainda mais a nossa vida no futuro, moldando novas formas de relacionamentos, aprendizados, cuidados pessoais e divertimentos, mas a dimensão dessas transformações nem mesmo grandes entendedores do assunto conseguem prever. Para o designer Gadi Amit, fundador da empresa New Deal Design e criador de dispositivos com vendas acima de um milhão de unidades, os gadgets não serão carregados, mas sim acoplados ao corpo – o que chamamos “wearable technology”. “Em uma década, podemos ter cerca de dez desses aparelhos presos a nós, tecidos em nossas roupas ou até mesmo sob a nossa pele”, disse Amit em entrevista à revista Fortune. 

Já a curadora de arquitetura e design do MoMA, em Nova York, Paola Antonelli, destaca a importância de estarmos todos, principalmente as crianças, familiarizados com o desenvolvimento de computadores, aplicativos e máquinas. De 2014 para cá, o museu adquiriu kits de montagem que ensinam programação e codificação para pessoas a partir de 12 anos. “Os produtos têm uma relevância imensurável. O design de interface vai transformar a educação, produção e rotina das sociedades do futuro”, escreveu ela no blog do MoMA.

A importância de voltar a atenção para as crianças, a geração que mais vai vivenciar e provocar os avanços tecnológicos das próximas décadas, é um consenso entre especialistas. Atualmente, elas são impactadas desde o nascimento por acessórios, utilitários e dispositivos cuidadosamente projetados para tornar suas vidas mais confortáveis, seguras, produtivas e divertidas. 

De mamadeira com autoaquecimento a adesivo para medir febre, brinquedos para montar robôs e jogos que ensinam codificação e programação, novos produtos voltados para o público infantil são lançados frequentemente mundo afora. Segundo a empresa inglesa Backed, responsável por promover projetos inovadores via financiamento coletivo, o crescimento global do setor é de 15% ao ano, e a fatia correspondente ao mercado de brinquedos digitais e de construção vale mais de 15 bilhões de dólares. 

Diante desse cenário, a educação é um dos pontos cruciais a serem repensados. Para Matteo Loglio e Filippo Yacob, criadores do jogo Cubetto (detalhes ao lado), programação é algo que deve ser ensinado na alfabetização para que as crianças se familiarizem com a linguagem e possam vir a ter sucesso na era digital do futuro. A mesma visão é compartilhada por Bethany Koby e Daniel Hirschmann, do estúdio Technology Will Save Us. A dupla, responsável pela criação de brinquedos populares de codificação e robótica, prevê que “65% das crianças que estão na escola hoje terão trabalhos e profissões que ainda não existem. Precisamos prepará-los”.

Confira, em nossa galeria de fotos, produtos consistentes desenvolvidos para o bem-estar, saúde, aprendizado, transporte e diversão de bebês e crianças.