Bem iluminada, arejada e integrada, a área social desta casa próxima ao parque Ibirapuera, em São Paulo, pouco se assemelha ao projeto original. A atmosfera previamente escura e o péssimo estado dos acabamentos não foram, porém, empecilhos para os novos moradores, um jovem casal e seu bebê. Atraídos pela excelente localização e por sua moderna fachada geométrica, os clientes deram à arquiteta Consuelo Jorge a missão de reformar por completo os 400 m² do imóvel. 

Privilegiando as áreas de convívio e otimizando o uso dos espaços, a implantação de uma planta aberta tornou-se o principal guia para a obra. Além de poucas entradas de luz, a distribuição compartimentada incomodava os proprietários, que desejavam uma área ampla e agradável para receber visitas. Consuelo equacionou os dois problemas ao quebrar as paredes e recobrir os grandes vãos com portas de correr de vidro, garantindo fluidez e iluminação natural. 

A conexão entre a área social, a sala de jantar em desnível e o segundo pavimento, onde estão instaladas as três suítes, ficou a cargo da nova escada, dividida em três lances – nos dois últimos, o revestimento do piso, originalmente em madeira, foi substituído por concreto aparente. Já o guarda-corpo de vidro ocupou o lugar que antes pertencia a uma robusta estrutura de ferro, dotando o ambiente de permeabilidade. “A casa possuía esse ar pesado, e por isso priorizei a abertura total dos espaços, em especial no térreo. A presença do vidro foi útil nesse sentido, sendo fácil combiná-lo ao concreto e à madeira, materiais predominantes na casa”, afirma Consuelo.

O grande painel de cumaru é sem dúvida um dos maiores atrativos do projeto. Percorrendo o living até a área externa, a peça de madeira garante unidade aos ambientes e amplia o compacto jardim, localizado aos fundos da casa. 

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