Possivelmente o símbolo rodoviário mais polêmico de São Paulo, o Minhocão é hoje um dos espaços da cidade vem sofrendo transformações. Da mudança de nome, de Elevado Costa e Silva para Elevado Presidente João Goulart, à diretriz municipal que prevê transformá-lo em parque público, a via expressa é palco para inúmeros projetos de revitalização e apropriação popular. Nesse contexto de mudanças surgiu a iniciativa Corredor Verde, de autoria do Movimento 90º.

Idealizado pelo paisagista Guil Blanche, o projeto sócio-ambiental amplia as áreas verdes metropolitanas por meio da instalação de jardins verticais nas fachadas dos edifícios. Desde 2013, seu alvo tem sido o Minhocão, mais precisamente as 140 empenas cegas existentes ao longo da via. Juntas, elas têm potencial de abrigar até 58.000 m² de vegetação.
 
Ainda em fase de implementação, a iniciativa Corredor Verde já conta com quatro paredes concluídas e duas em fase de construção. Cada painel é desenvolvido por um artista diferente e nomes como Daniel Steegmann, Mangrané, Pedro Wirz e Renata De Bonis já participaram da iniciativa. Além do impacto visual, os jardins verticais ainda melhoram a qualidade do ar, reduzem o calor do entorno e minimizam a poluição sonora na região.
 
A ideia é que, ao fim do projeto, dez parques verticais sejam construídos ao longo da via, tornando o projeto a primeira intervenção do gênero no mundo. O Corredor Verde é prova viva que uma solução ambiental pode também ser o começo de uma transformação urbana.