Estudar e entender cidades em constante transformação é um desafio incessante para arquitetos e urbanistas, numa equação ainda sem resposta definida. Em meio a inúmeros caminhos e soluções possíveis, a Bienal Ibero-americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU) retorna, em sua décima edição, para incentivar a crítica e o debate sobre o tema em três dias repletos de palestras e mesas redondas no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, de 10 a 12 de outubro.  

Dentre os destaques da agenda, o bate-papo com os arquitetos Souto de Moura e Paulo Mendes da Rocha marca a abertura do evento. O profissional português é o vencedor do  Prêmio Ibero-americano de Arquitetura e Urbanismo desta edição e irá contar com um espaço expositivo dedicado especialmente à sua obra.

Dando continuidade ao ciclo de palestras, a X BIAU aborda as formas de se viver na metrópole a partir do tema central dos deslocamentos. Dentre os convidados, os arquitetos brasileiros Angelo Bucci, do spbr, e Álvaro Puntoni, do gruposp, marcam presença. No dia do encerramento, o público poderá ainda realizar um passeio arquitetônico em locais icônicos de São Paulo, como o MASP e a Casa de Vidro, ambos de Lina Bo Bardi, e o MuBE, de Paulo Mendes.

Por fim, a Bienal também apresenta uma exposição composta por 26 trabalhos selecionados pela equipe curadora, todos eles pertencentes a países ibero-americanos. Três projetos residenciais brasileiros integram a lista de vencedores, entre eles a Casa Vila Matilde, do Terra e Tuma Arquitetos Associados. Econômica e eficiente, o projeto conseguiu, com apenas 150 mil reais, erguer uma residência de estética interessante. A Minimod Catuçaba, do Mapa Arquitetos, também chamou a atenção pelo caráter pré-fabricado da construção, tornando-se uma solução sustentável, rápida e ergonômica. O edifício Vertical Itaim, do studiomk27, garantiu seu lugar na lista com sua fachada surpreendente, feita de concreto armado aparente e painéis de madeira.

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