O artista Jonathas de Andrade queria pesquisar se o mobiliário brasileiro e seu uso cotidiano oferecem elementos para pensar a complexidade do Brasil de hoje. Abriu, então, uma convocatória, via Masp, convidando profissionais e amadores a apresentarem móveis, inéditos ou existentes. Foram quase 700 inscrições, com propostas variadas: populares, inventivas, artesanais, performáticas ou com reflexões sobre descarte. “Eles trazem a temperatura caótica dos dias de hoje”, acredita o artista.

Os 52 móveis selecionados estão em exposição no Masp, até 29 de janeiro. Os autores são, na maior parte, artesãos, designers, marceneiros, estudantes, arquitetos e serralheiros. Desde um vaso sanitário que virou assento, até uma poltrona com as cores da arara, todos os projetos, de alguma forma, são um retrato parcial da personalidade do brasileiro e seu mobiliário.

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