Convidados pela Herman Miller para desenvolver uma nova cadeira de escritórios, Bill Stumpf e Don Chadwick resgataram dez anos de pesquisa para uma poltrona para idosos que acabou não chegando ao mercado. O modelo, Sarah, continha tanto um mecanismo inovador de reclinação, que permitia que encosto e assento se movessem juntos, como uma estrutura interna feita de moldura e tela plástica, que diminuía a quantidade de estofamento em favor do conforto térmico.

Era o início dos anos 90, computadores começavam a se tornar ferramentas indispensáveis em escritórios, e os designers sabiam que a nova cadeira precisaria dar suporte à insurgente postura dinâmica das pessoas no ambiente de trabalho – hábitos como o de colocar o teclado no colo ou de se reclinar ao ler algo na tela.

O avanço das duas características embrionárias em Sarah levou à engenharia de uma cadeira que, lançada em 1994, revolucionou o mercado. A Aeron era muito mais performática que os modelos ergonômicos, então existentes, com sua tecnologia de reclinação fluida, chamada Tilt, e membrana elástica no encosto e assento. Patenteado como Pellicle, o tecido tramado elimina pontos de pressão e deixa o corpo respirar. “Estávamos empenhados em transcender formas e materiais previsíveis”, lembra Don Chadwick. 

A Aeron foi um zeitgeist do design do novo milênio: transparente, econômica em recursos, com um desenho que expressa sua engenharia inovadora. “Ela representou uma transformação radical no sentar que teve um paralelismo com a revolução digital, se tornando símbolo da criatividade e de mudanças sociais e tecnológicas”, diz Don Goeman, diretor do departamento de pesquisa e desenvolvimento da empresa. Nascia um novo ícone para a marca que já acumulava tantos outros, da Coconut de George Nelson à lounge chair dos Eames. 

Remaster
É o caráter inovador da Aeron que a Herman Miller atualiza neste mês, com o lançamento mundial da nova versão. “Decidimos que era o momento de utilizar o enorme conhecimento e a inovação das últimas duas décadas e replicá-las para fazer o que é ótimo ficar ainda melhor”, diz Andy Lock, presidente do braço internacional da empresa. 

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