O que para alguns poderia ser apenas uma estrutura em ruínas pronta para a demolição, foi para o designer de interiores e arquiteto Tom Givone, um campo de desafios para a criatividade.

Durante quatro anos, a Floating Farm House, que tem esse nome por estar à beira de um pequeno lago no estado de Nova York, foi restaurada. Ao invés de refazer o projeto original, Givone optou por unir o melhor dos dois mundos: manteve o mais interessante do projeto de 1820 e recriou algumas partes com ideias modernistas. Na cozinha, antes fechada e com janelas pequenas, ele adicionou uma parede de vidro que vai do teto ao chão, como as de arranha-céus; usou também o concreto e acabamentos de aço em alguns dos cômodos.

Como dono e designer, Givone decidiu não só adicionar, mas também retirar, uma maneira de expandir os limites criativos e reduzir o custo. A ideia foi “descascar” as camadas oriundas de reformas anteriores, expondo o que era inerente à primeira estrutura - vigas e piso de madeira desgastadas, junto a telhas antigas de madeira no interior da construção, dão um tom rústico, que contrasta com mobliário e acessórios modernos. Ao criar tensões entre "o polido e o natural, o primitivo e o industrial, o sofisticado e o simples", Givone ressalta cada um desses opostos.

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