Há 10 anos, o arquiteto Noel Marinho ficou viúvo. A perda da esposa, a artista plástica Veronica Marinho, lhe despertou a vontade de se dedicar à profissão dela, que ele então exercia apenas como hobby. Passou a pintar, desenhar e inventar colagens com mais afinco. Essa fase altamente criativa levou sua filha, a também arquiteta Patricia Marinho, a apostar em uma das expressões artísticas do pai de que mais gostava: os painéis de azulejo.

Noel criou painéis principalmente entre as décadas de 1950 e 70, para adornar seus próprios projetos. Esses eram elementos constantes na arquitetura moderna, adotados por inúmeros profissionais da época, como Oscar Niemeyer. Artistas como Cândido Portinari, Athos Bulcão e Burle Marx eram cobiçados por eles. 

O grande amigo Elias Kaufman rapidamente notou a sensibilidade artística especial de Noel e passou a convidá-lo para criar também os painéis de seus projetos. Com o incentivo, a produção foi se ampliando. Muitos desenhos, no entanto, acabaram guardados na gaveta. Sua atuação como arquiteto seguiu firme e forte – ele trabalhou com Lucio Costa na construção de Brasília e depois em vários outros projetos importantes, como o Museu das Missões, no Rio Grande do Sul.

Foi recentemente, em 2013, que Patricia se propôs a revisitar o acervo artístico do pai. Encantada pela beleza dos azulejos que encontrava, começou, pouco a pouco, a inseri-los em seus próprios projetos de arquitetura. Dado o entusiasmo dos clientes, decidiu assumir a empreitada, montando uma equipe que, coordenada por Noel, produz painéis atuais e antigos, sob o nome Novo Elemento. A atividade, que durante toda a sua carreira ficou restrita aos finais de semana, é agora sua ocupação principal.

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