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"O carioca José Bechara trouxe-nos um trabalho diferenciado, um desvio dos seus procedimentos habituais. Desde o princípio sua poética destacou-se pelo processo de produção, sua compreensão da arte como arena viva, na qual cabe a ele direcionar, cadenciar, apressar, alterar o rumo das forças em confronto. Quais forças? No caso particular de uma de suas séries de pinturas, o artista toma lonas de caminhão, algumas delas usadas, carregadas de vestígios de ações anteriores, e deita sobre elas, isolada ou combinadamente, mantas de palha de aço, emulsão de cobre, aço, carbono, entre outros materiais. Feito isso ele as molha provocando a oxidação do material e, simultaneamente, a corrosão e coloração dos tecidos. Dessa vez, utilizando um papel Canson denso, com gramatura entre 300 e 400 gramas, com formato de 25 X 30 cm, o artista irá carimbar listras horizontais de emulsão ferrosa. Não se pode controlar o processo de oxidação, de tal modo que se pode prever que embora resultantes do mesmo processo, cada obra será diferente da outra. Cada qual celebrará a seu modo a relação íntima e invisível da estrutura íntima do metal com a água e a temperatura."

A #4 Edição do Clube aconteceu em 28/9 na ArtRio.