Pouco conhecido, mas rico em produção. Para a Graça Bueno, diretora da Galeria Passado Composto Século XX, de São Paulo, o legado de tapeçarias do Brasil é uma de nossas mais fortes representações artísticas, apesar de estar apenas aos poucos caindo no gosto dos brasileiros. Entusiasta do tema, Graça promove a mostra Artistas da Tapeçaria Moderna II, reedição da exposição homônima realizada em 2012, até 20 de janeiro.

A nova versão duplicou o número de participantes e renovou grande parte do acervo para mostrar diferentes vertentes da arte têxtil no movimento moderno. “Somos a única galeria especializada em tapeçaria artística nacional e queremos justamente resgatar a memória e valorizar essa manifestação histórica”, afirma Graça, curadora ao lado de Antonio Carlos Suster Abdalla.
 
Entre os nomes brasileiros, marcam presença o mineiro-carioca Rubem Dario (1941-1978), com mais de uma dezena de obras; a paulistana Eva Soban, que apresenta uma tapeçaria tridimensional marcante datada de 1970; e o também paulistano Norberto Nicola (1930-2007), grande incentivador das tradições artesanais indígenas. Ainda integram o time o baiano Genaro de Carvalho (1926-1971) e o francês radicado no Brasil Jacques Douchez (1921-2012), ambos presentes na primeira versão da exibição.
 
Um dos maiores destaques é a participação da polonesa Magdalena Abakanowicz com sua obra monumental Helena. A peça, exibida na VIII Bienal de SP, em 1965, rendeu à artista o prêmio de melhor pesquisa de arte.
 

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